INTERSSAN
Análise de Público — Dados Primários

Rede APA - Articulação Paulista de Agroecologia em sua interface com a Redesans - Rede de Defesa e Promoção da Alimentação Saudável, Adequada e Solidária.

Projeto Novas tecnologias e metodologias de ensino: redes de atores na promoção da agroecologia e dos sistemas alimentares soberanos, inclusivos, saudáveis e sustentáveis no Estado de São Paulo.

agroecologiasp.org.br ↗ redesans.com.br ↗
5.502
contatos totais
61
municípios / SP
1

Visão Geral da Rede

Especialistas mapeados
318
pesquisadores, professores, lideranças, praticantes e teóricos
Participantes VII EPA
591
inscritos únicos no encontro de 2023
Organizações ativas
46
OSCs, coletivos e institutos na rede APA/SP
Experiências agroecológicas
99
iniciativas documentadas em campo
Municípios cobertos (SP)
61
presença territorial no estado de São Paulo
Redes formais
10
redes articuladas e mapeadas em SP
Leitura geral

A rede articula três tipos distintos de público: especialistas acadêmicos (pesquisadores e professores), atores de movimento social (lideranças, praticantes, povos tradicionais) e participantes de base (agricultores, estudantes, consumidores). Essa diversidade é um ativo estratégico.

A rede está presente em 61 dos 645 municípios paulistas (~9,5%), com concentração nos eixos Sorocabana, Vale do Paraíba e Grande São Paulo — regiões com tradição em agricultura familiar e movimentos sociais rurais.

A base de contatos total de 5.502 pessoas combina origens diversas (SAN, agroecologia, eventos), o que indica um público amplo com distintos graus de engajamento com a APA.

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Quem são os Especialistas da Rede

A rede conta com 318 especialistas únicos distribuídos em 7 categorias. Alguns profissionais transitam entre categorias — sinal de que a rede valoriza atores que unem teoria, prática e militância ao mesmo tempo.

Distribuição por categoria
Pesquisadores/as
75 (23%)
Professores/as Univ. Públ.
66 (20%)
Povos Originários
50 (15%)
Lideranças de Mov. Sociais
46 (14%)
Pessoas Experientes Prática
40 (12%)
Teóricos Expoentes
31 (9%)
Estrangeiros (Espanhol)
21 (6%)
Idiomas de comunicação
84% Português
Português84%
Espanhol9%
Inglês4%
Francês2%
Outros2%

A presença de 21 especialistas hispanófonos e 12 anglófonos indica alcance internacional da rede, sobretudo na América Latina e Europa.

Principais instituições representadas
AS-PTA Paraíba
16
UFV – Federal Viçosa
15
IFES – Instituto Fed. ES
14
UESC – Est. Santa Cruz
8
UFSCar – São Carlos
8
UFFS – Fronteira Sul
8
UFRRJ – CPDA
7
UFSM – PPGAP
7
UFV – Dep. Solos
7
UERR – Est. Roraima
6
Diversidade de Povos Originários e Comunidades Tradicionais (50 representantes)
Quilombola ×20 Paiter Suruí ×2 Guajajara Tupinambá Pankararu Krenak Yanomami Yekuana Wapichana Baré Baniwa Ashaninka Kaxuyana Tukano Xavante Terena Caiçaras Ribeirinhos Faxinalenses Quebrad. de Coco Babaçu Fundo de Pasto Terreiros Pomeranos Extrativistas + 6 outros povos

Quilombolas 40% · Paiter Suruí 4% · 22 etnias e comunidades tradicionais distintas

Características do público especialista

Perfil acadêmico forte: pesquisadores (23%) e professores (20%) somam 43% da rede. A maioria está vinculada a universidades federais com programas de agroecologia consolidados no Sudeste e Sul.

Representação plural de povos: 50 pessoas de 22 etnias e comunidades tradicionais — quilombolas, indígenas e comunidades costeiras. Esse grupo traz saberes tradicionais indispensáveis à agroecologia.

Multidisciplinaridade como valor: 11 especialistas transitam entre categorias (ex: pesquisador + liderança), evidenciando que a rede reconhece e valoriza atores que unem academia, prática e militância.

Presença internacional: 21 pesquisadores hispanófonos (Espanha e América Latina), 12 anglófonos e 5 francófonos indicam que o tema tem ressonância global, mesmo sendo a rede majoritariamente lusófona.

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Perfil dos Participantes — VII Encontro Paulista de Agroecologia

O VII EPA (2023) reuniu 591 participantes únicos, predominantemente do Estado de São Paulo (98%). O evento demonstra a capacidade de mobilização territorial da rede e revela um perfil de público diverso, com forte presença da agricultura familiar e dos movimentos sociais.

Como os participantes se identificam
Agric. familiar/camponês
48
Estudante
46
Educador/a · Professor/a
34
Agricultor/a urbano/a
32
Assentado/a Ref. Agrária
30
Pesquisador/a
21
Agricultor/a sem terra
15
Profissional autônomo
13
Integrante de ONG
11
Consumidor/a
7
Participantes por regional APA
Grande São Paulo
112
Sorocabana
105
Vale do Paraíba
67
Central
54
Centroeste
54
Nordeste
29
Vale do Ribeira
29
Sudoeste
27
Litoral Norte
24
Leste
23
Necessidades logísticas declaradas
53%
Transporte gratuito

320 de 522 que responderam

71%
Alimentação gratuita

285 de 402 que responderam

66%
Alojamento gratuito

266 de 401 que responderam

Principais redes e movimentos
MST
97
Rede APA
48
REGA
25
Rede Leste de Agroecologia
17
RAMA – Mulheres Agroflorest.
6
MPA
5
Rede Ecovida
5
Como vieram ao evento
Transp. coletivo / org. 63%
Veículo próprio / carona37%
Atividades oferecidas
Apenas participar
440
Venda na Feira
44
Roda de diálogo
24
Oficina prática
22
Palestra
16
Características do público do VII EPA

Base popular e diversa: agricultores familiares e camponeses lideram (48), seguidos de estudantes (46) e educadores (34). O evento é um espaço genuíno de encontro entre academia e movimentos sociais de base.

MST como principal articulador: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra trouxe 97 participantes — quase o dobro da própria Rede APA (48). A base sem-terra e assentada é central no VII EPA.

Grande SP e Sorocabana concentram 37% dos participantes (217 de 603). Vale do Paraíba é a 3ª regional mais forte (67), demonstrando alcance territorial consistente.

Logística social é estrutural: a maioria precisou de suporte em transporte (53%), alimentação (71%) e alojamento (66%). Planejar esses recursos é indispensável para garantir participação equitativa.

63% chegaram por transporte coletivo de suas organizações locais — indicativo da força de organização territorial da rede para mobilizar sua base.

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Rede APA - Articulação Paulista de Agroecologia em sua interface com a Redesans - Rede de Defesa e Promoção da Alimentação Saudável, Adequada e Solidária.

A Rede APA está organizada em 46 organizações ativas distribuídas por 61 municípios do Estado de São Paulo. Além disso, 99 experiências agroecológicas foram documentadas e 10 redes formais foram identificadas e mapeadas.

Organizações
46
ativas no estado de SP
Experiências
99
agroecológicas documentadas
Redes formais
10
mapeadas em São Paulo
Exp. por organização
2,1
média — organizações ativas e diversas
Municípios com mais organizações
São Paulo
7
Campinas
4
Avaré
3
São João da Boa Vista
3
Botucatu
2
Piracicaba
2
São Roque
2
Sto. Antônio de Posse
2
Demais 38 municípios: 1 organização cada
Distribuição das organizações — concentração territorial
61 municípios
SP + Campinas (11 orgs)24%
Avaré, SJBV, outros (14 orgs)30%
Municípios c/ 1 org (21 orgs)46%

São Paulo e Campinas concentram 24% das organizações. Mas a maioria dos municípios (38 de 46 com organizações) tem apenas 1 org. cada — indicando boa capilaridade com oportunidade de fortalecimento local.

Características territoriais da rede

Boa capilaridade geográfica: 61 municípios cobertos em SP, distribuídos pelo interior, litoral e região metropolitana. A rede não é apenas paulistana — tem raízes no campo.

Territórios com ecossistema maduro: Avaré, São João da Boa Vista, Botucatu e Piracicaba já têm 2-3 organizações cada, indicando campos férteis para aprofundamento de parcerias.

São Roque como hub: sede do VII EPA e com 2 organizações mapeadas, São Roque consolida-se como território estratégico da rede para eventos e articulação.

Razão de 2,1 experiências por organização: as organizações são ativas e diversificadas — não apenas existem, mas protagonizam iniciativas documentadas de agroecologia em campo.

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Síntese do Público e Recomendações Estratégicas

O conjunto de dados revela um público de alta diversidade e profundidade. A rede conecta pessoas com perfis, trajetórias e saberes muito distintos — um ativo que, se bem explorado, diferencia a APA de outras redes temáticas.

Três grandes grupos de público identificados
Especialistas acadêmicos
43%
da rede de especialistas

Pesquisadores e professores universitários. Idioma predominante: português, com boa presença internacional. Concentrados em universidades federais do Sudeste/Sul.

Agricultores e movimento social
~50%
dos participantes do VII EPA

Agricultores familiares, assentados, sem terra, lideranças. MST é o movimento com maior presença. Necessitam suporte logístico para participação.

Povos e comunidades tradicionais
22
etnias e grupos distintos

Quilombolas, indígenas de diversas nações, caiçaras, ribeirinhos, faxinalenses. Trazem saberes tradicionais indispensáveis ao campo da agroecologia.

Recomendações estratégicas para a gestão da rede

Planejar logística social como elemento central de qualquer evento: mais da metade dos participantes dependem de transporte, alimentação e alojamento gratuitos. Ignorar isso é restringir a participação às camadas com mais recursos.

Fortalecer municípios com presença única: 38 municípios têm apenas 1 organização. Priorizar esses territórios para novas parcerias reduz a concentração em SP e Campinas e aprofunda a presença no interior.

Capitalizar a multidisciplinaridade dos especialistas: os 11 profissionais que transitam entre categorias (acadêmico + liderança) são pontes naturais entre mundos — identificar e ativar essas "pontes" fortalece a integração da rede.

Ampliar vínculos com o MST e movimentos afins: a presença expressiva (97 participantes no VII EPA) indica que há base construída. Formalizar essa parceria pode ampliar significativamente o alcance territorial da APA.

Enriquecer os dados de localização da base de contatos: com poucos campos geográficos preenchidos, fica difícil fazer comunicação segmentada por território — uma ação de curadoria dos dados habilitaria estratégias mais eficientes.

Ministério UNESP IBB INTERSSAN APA 25 Anos